62 ANOS DO GOLPE: MEMÓRIA, RESISTÊNCIA E OS DESAFIOS DA DEMOCRACIA BRASILEIRA


Publicada dia 31/03/2026 13:15

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Datas de 31 de março e 1º de abril reafirmam o compromisso da classe trabalhadora com a democracia, a soberania nacional e a defesa dos direitos sociais

Sessenta e dois anos após o golpe empresarial-militar de 1964, o Brasil ainda carrega os efeitos de uma ruptura que ultrapassou o campo político e atingiu profundamente a vida social e os direitos da população. As datas de 31 de março e 1º de abril seguem como momentos essenciais de reflexão e alerta, sobretudo para a classe trabalhadora e suas organizações.

A derrubada de um governo eleito democraticamente não ocorreu por acaso. Foi resultado de uma ação coordenada entre setores militares, elites econômicas e interesses externos, que se mobilizaram para interromper avanços sociais e preservar estruturas de poder. A partir daquele momento, instalou-se um regime autoritário que, por mais de duas décadas, restringiu liberdades, perseguiu opositores e impôs a censura como instrumento de controle.

Nesse cenário, trabalhadores, sindicatos e movimentos populares foram duramente atingidos. A repressão buscou enfraquecer a organização coletiva e impedir a luta por direitos. Ainda assim, a resistência da classe trabalhadora foi determinante para manter viva a defesa da democracia e abrir caminho para a redemocratização do país.

Décadas depois, os reflexos desse período continuam presentes. A persistência das desigualdades, a violência institucional e as frequentes ameaças ao Estado democrático de direito demonstram que a superação completa desse legado ainda é um desafio. Por isso, preservar a memória histórica é uma tarefa fundamental para evitar retrocessos e fortalecer a consciência social.

Nesse contexto, a defesa da soberania nacional ganha papel estratégico. A manutenção de empresas públicas, como os Correios, é essencial para garantir serviços que atendam à população de forma universal e integrada. Os Correios cumprem uma função social indispensável, chegando a regiões onde o interesse econômico não alcança, e sua preservação como empresa pública representa a defesa de um projeto de país voltado ao interesse coletivo.

Ao mesmo tempo, é necessário enfrentar o avanço de setores da extrema direita que tentam distorcer a história, minimizar os impactos da ditadura e atacar direitos conquistados ao longo de décadas. A democracia exige compromisso permanente e não pode ser tratada como algo garantido.

As entidades sindicais filiadas à FINDECT — SINTECT-SP, SINTECT-RJ, SINDECTEB, SINTECT-SANTOS e SINTECT-MA — reafirmam a importância da organização da classe trabalhadora na defesa da democracia e do Estado de Direito. Mais do que lembrar o passado, é preciso transformar a memória em ação concreta, fortalecendo a resistência e garantindo que os direitos conquistados sejam preservados.

Relembrar o 31 de março e o 1º de abril é um ato de responsabilidade com o presente e com o futuro. A democracia se constrói diariamente, com participação, vigilância e luta. Manter viva essa memória é reafirmar, com firmeza, que não há espaço para retrocessos: Ditadura nunca mais!

Fonte: FINDECT

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