NOTA DE REPÚDIO: JUSTIÇA POR ADEMIR!


Publicada dia 01/06/2021 10:47

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PUBLICADO EM 01 DE JUNHO DE 2021

Policial que o alvejou alegou que o OTT que era lotado no CTC Mooca em São Paulo foi agressivo, e por isso meteu bala no trabalhador!

Os trabalhadores dos Correios não pararam na pandemia. Não tiveram direito a isolamento e trabalham direto com medo de se contaminar, sob pressão da chefia para produzir em dobro e compensar a falta de efetivo, não podendo descansar nem nos domingos e feriados e vendo seus direitos e renda diminuírem.

Em que condições emocionais e mentais esse trabalhador sai do serviço?

É importante ressaltar, que de acordo com informações de amigos e colegas, a vítima Ademir Santana Souza, tinha uma conduta pacífica e amigável para com seus colegas de trabalho.

E no final de um dia cheio, cruza com policiais na saída do setor, e mesmo estando fardado é abordado com aquela gentileza peculiar da polícia paulista, bem conhecida por quem é trabalhador, morador da periferia e negro como o companheiro Ademir Santana de Souza, OTT do CTC Mooca, vivenciou no dia 28 de maio.

Como deveria agir esse trabalhador? Com tranquilidade, acatando às ordens da autoridade que o submete a uma revista vexatória depois de um expediente exaustivo, diriam as autoridades.

Mas não é estranho nem absurdo se esse trabalhador tivesse uma reação emocional exacerbada, devido à pressão a que está submetido pelas condições de trabalho e sociais, em meio a uma pandemia mal gerida pelos governantes.

E nesse caso, qual deveria ser a reação do policial?

Aí as coisas complicam e entram em cena a conhecida e exagerada violência da polícia paulista, uma das que mais matam no mundo, e a falta de preparo dos policiais para o trabalho comunitário, em sociedade, com o povo trabalhador.

Pode-se argumentar também que o policial vive igualmente sob pressão. Que está nas ruas em meio à pandemia sem que o governo tenha garantido as condições necessárias. Que ganha mal e não tem treinamento adequado.

Mas nada disso justifica os três tiros disparados contra um trabalhador, como deu em Ademir, que não aceitou passivamente ser enquadrado depois de um dia exaustivo de trabalho.

A Diretoria do SINTECT-MA expressa sua solidariedade aos familiares e protesta com veemência contra essa violência desmedida que tirou a vida do companheiro de forma trágica e inaceitável. E repudia a violência a que a categoria está submetida pela direção da empresa, que está sugando a vida e a alma do ecetista sem dó e levando o pessoal ao limite da doença física e emocional.

COMPANHEIRO ADEMIR, PRESENTE!

Com informações do SINTECT-SP e FINDECT

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