REGISTRO HISTÓRICO DE ORIENTAÇÃO DA DIRETORIA DO SINTECT MA E DO DIRETOR DA FINDECT, WILSON ARAÚJO AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS, SOBRE O FUTURO DOS CORREIOS A PARTIR DE 2019


Por favor, leiam atentamente e guardem este texto durante os próximos 4 anos

Caros colegas trabalhadores e trabalhadoras em Correios, terceirizados e suas famílias. É função dos representantes dos trabalhadores orientar funcionários, trabalhadores, suas famílias e a sociedade sobre as decisões que possam afetar o futuro da empresa Correios e das pessoas que com ela lidam. Nenhuma orientação abaixo é baseada em falsas informações ou em ameaças desta diretoria contra o ECTista que estiver fazendo leitura deste texto orientador.

Até o momento, quando esta orientação está sendo escrita, o que temos de informações avaliadas em entrevistas, planos de governo, anúncios do candidato Haddad, é que este tem o compromisso de ser mais duro contra a má gestão nas estatais, de manter as empresas sob o controle do Estado e de valorizar salários/benefícios com a intenção de reativar a economia. Em diversas oportunidades foi incluído o nome de Correios como empresa estratégica para o Brasil, que deve ser melhorada e mantida para o bem do povo.

Nesse mesmo período, o candidato Bolsonaro já falou em pelo menos 6 entrevistas diretamente sobre Correios e em 5 entrevistas deixou claro que Correios não devem continuar sendo empresa pública e ao menos 1 vez citou que esta deveria ser extinta. Além disso, afirmou que se ninguém quiser comprar, ela deve mesmo ser extinta. O candidato adotou o discurso de que o governo deve se desfazer de tudo o que não é estratégico, que as empresas que continuarem estatais devem ser diminuídas até ficarem com o mínimo possível em quantidade de trabalhadores e que as demais devem ser vendidas para que se tenha dinheiro em um primeiro momento no governo dele para aplicar naquilo que ele desejar.

Nega ainda a responsabilidade do governo em tratar os desiguais de forma desigual, o que retira o caráter social da empresa Correios, que é o que mantém mais da metade dos funcionários sendo necessários. Seu filho, (Eduardo Bolsonaro) eleito deputado federal, tem projeto de lei para acabar com o monopólio postal, o que realmente levaria à possibilidade de extinção da empresa.

Estes projetos contam com amplo apoio de Paulo Guedes, já anunciado futuro super ministro da área econômica e que está sendo investigado por vínculos em fraudes realizadas no POSTALIS enquanto trabalhou em conjunto com o MDB. A investigação contra ele prossegue, não tendo sido até o momento concluída.

De forma mais ampla, no campo das garantias gerais de trabalho, o candidato Bolsonaro defende medidas em que o dinheiro dos impostos seja usado para pagar empresas privadas para serviços fornecidos à população. Por diversas vezes já afirmou que vai DEFENDER A SEGURANÇA DOS LUCROS AOS EMPRESÁRIOS mesmo que isso venha a significar MENOS DIREITOS AOS TRABALHADORES e MAIS EMPREGOS SEM ESSES DIREITOS, DIMINUIÇÃO DA FORÇA DA JUSTIÇA DO TRABALHO e que tem como meta a PRIVATIZAÇÃO ou EXTINÇÃO de 50 das 150 estatais no primeiro ano, sendo que as demais serão privatizadas ou extintas nos próximos 3 anos.

Sobre a relação de diálogo e profissional com os sindicatos e centrais sindicais o candidato Haddad conta com o apoio de todas as centrais sindicais e com isso, diálogo facilitado com estas entidades.

Já o candidato Bolsonaro afirma há décadas (e até a presente data não mudou o discurso) que irá fechar completamente o diálogo contra o que ele afirma serem organizações terroristas (MST, centrais sindicais, sindicatos, ONGs, etc.) ou pessoas que não apoiem o plano do Bolsonaro de governo, que como já dito, incluirá ataques aos direitos fundamentais dos trabalhadores.

Não existirá oportunidade para os sindicalistas e defensores dos trabalhadores de mostrarem o quanto o Correios pode ser lucrativo, o quanto esta empresa é importante para o Brasil e o seu potencial. Restará a luta dos trabalhadores em qualquer que seja o governo e a justiça do trabalho resistir aos ataques já que os deputados federais e senadores eleitos para os próximos 4 anos de mandato em sua ampla maioria são representantes também das empresas, de falsos religiosos e de admiradores da violência em geral. O número de representantes dos trabalhadores eleitos caiu novamente para os próximos 4 anos, o que levará novamente a sermos minoria.

Explicado o cenário, justificado com clareza e baseado na verdade pesquisada até a presente data, para a defesa do emprego dos trabalhadores, para que os Correios continuem como empresa estatal e patrimônio do Brasil, para que as medidas ultra liberais até o momento expostas pelo candidato Bolsonaro não sejam aplicadas na sociedade, contra a cultura da violência sendo combatida com mais violência e para que aqueles que se manifestem contrários aos projetos do candidato Bolsonaro não sejam classificados como criminosos em um governo fascista, orientamos aos trabalhadores para votarem contra o candidato Bolsonaro, e assumam a responsabilidade de buscar mais votos contrários ao projeto apresentado por ele e que se manifestem firmes contra a perda de direitos, contra privatizações e contra o fascismo.

Nós, Sindicato e o diretor da Federação, não deixaremos de defender os trabalhadores em qualquer situação, porém temos como única certeza de que em um possível governo Bolsonaro TODOS VAMOS SOFRER MUITO, alguns mais outros menos, mas ninguém da classe média ou de salários humildes irá deixar de sofrer por mais responsável, trabalhador ou inteligente que seja, devido à imensa queda de poder que sofrerão os sindicatos e às ameaças que serão feitas pelos gestores aos ECTistas até sua extinção ou privatização.

TODOS SERÃO ATACADOS

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