PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS E DÍVIDA PÚBLICA


Os juros da dívida pública são os juros pagos para não aumentar ou até diminuir um pouquinho a dívida que existe com os bancos e patrocinadoras de projetos públicos. É o mesmo princípio de pegarmos empréstimos no banco sem ter como pagar, daí passamos cheques para quem devemos ou notas de parcelamentos em cartão de crédito (títulos do tesouro nacional sejam eles notas ou letras) e daí vem juros na hora de pagar.

Qual é o plano do Guedes?

Vender o que tem de valor para negociar desconto dessas dívidas, porque hoje boa parte dos que compram esses títulos preferem “recomprar”, pegam somente os juros dos títulos, que dependendo da SELIC podem aumentar ou diminuir muito (os juros, porque o valor do título é fixo, sendo diversos deles com condições de juros não ligados à SELIC, mas com outras condições pré-fixadas) e daí, recuperando essas notas e letras de dívidas, não pagar mais juros.

Auditoria da dívida não querem. Moratória (parar o pagamento) nem pensar. Renegociação da dívida, eles acreditam ser impossível por ser dito que o Brasil está “quebrado”, mesmo com os realmente ricos mal pagando impostos, as empresas anunciando lucros bilionários (mas com dívidas também bilionárias com a União), mesmo com os esquemas fraudulentos que somente são investigados se atacarem um partido específico, etc.

O que eles querem é vender o que temos de valor para pagar dívidas com os ricos (títulos públicos estão pouquíssimos nas mãos de pessoas físicas) que vão comprar a preço pequeno o que o Estado ofertar (empresas e concessões de serviços, recursos naturais vendáveis, espaços de terra e até a Amazônia) e estes mesmos ricos ainda vão usar empréstimos de dinheiro público do BNDES para isso. E garanto, não vai dar certo pois o país vai perder diversas de suas fontes de riqueza, o retorno através dos impostos será pequeno e não haverá garantia de melhoria para os mais pobres até a classe média com essas medidas que terão de acompanhar os preços de mercado sem ter salário suficiente para isso. Exemplo são os aumentos de combustíveis levados pelo mercado PRIVADO do petróleo internacional.

Posso estar enganado, com certeza é um texto bem superficial para que os mais simples entendam, mas quem ler esse texto guarde na memória para daqui a alguns meses e me digam se estou enganado.

Texto de Wilson Araújo- Diretor da FINDECT e Editor na Frente Ampla em Defesa dos Correios

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