PRESIDENTE DOS CORREIOS E SEUS VICE PRESIDENTES DECIDEM CORTAR O AADC, AAGT, AAT E VALE TRANSPORTE DE TRABALHADORES EM TRABALHO REMOTO E TELETRABALHO


PUBLICADO EM 25 DE MARÇO DE 2020

A falta de responsabilidade da gestão dos Correios para com os trabalhadores é sem limites. As leis, MPT e os decretos lançados afirmam categoricamente que nestes casos de tele trabalho em função de calamidade pública de saúde não pode gerar perdas salariais aos trabalhadores.

Os Correios determinaram através de ofício desta quarta-feira (25/03) sobre a suspensão dos seguintes pagamentos.

Adicionais de atividade (AADC, AAG e AAT) ante a cessação, ainda que temporária, da circunstância que mova o seu pagamento;

“Funções de Atividade Especial” por se tratar de vantagem pecuniária “pro labore faciendo”, caso a prestação do serviço que enseja o seu pagamento não seja implementada;

Adicional por trabalho aos fins de semana, caso não haja o implemento da circunstância “trabalho aos fins de semana”, diante da sua natureza jurídica de salário-condição;

Vale-transporte, caso não haja o deslocamento do empregado no trajeto residência-trabalho e trabalho-residência.

Nem os Sindicatos e nem as Federações concordam com esse absurdo e nem mesmo assinaram nada concordando com perdas. Os trabalhadores não assinaram contrato individual aceitando diminuição de seus pagamentos e não podem assinar, pois de acordo com a sentença normativa do TST, somente com negociação envolvendo empresas e sindicatos poderia ser negociada tal mudança.

Dessa forma, orientamos que os trabalhadores continuem colocando a sua saúde e segurança em primeiro lugar, ficando em casa até terminar a permissão de afastamento da empresa.

A FINDECT e sindicatos filiados vão buscar administrativamente mudar isso ao mesmo tempo em que vão agir judicialmente.

A prioridade é a vida.

Wilson Araújo, Diretor da FINDECT

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