RESISTIR E LUTAR SEMPRE, DESISTIR DA LUTA JAMAIS!


PUBLICADO EM 24 DE SETEMBRO DE 2019

A categoria ecetista e toda a classe trabalhadora brasileira passam por um dos momentos mais complicados de sua história.

Enfrentam os dissabores de conviver com um governo autoritário, disposto a deixar os trabalhadores na miséria e atender os interesses dos empresários nacionais e estrangeiros.

Um governo que está entregando o Brasil de bandeja aos EUA de Trump. Que incentiva, com suas declarações bizarras, a destruição do meio ambiente, o avanço do feminicídio, as manifestações homofóbicas e racistas de setores sociais com essa mentalidade.

Um governo que não tolera nenhuma diferença. Que combate e frita até antigos aliados sem dó. O presidente anterior da ECT foi demitido por pequenas divergências quanto à privatização.

Se não fosse a greve da categoria, uma das maiores já realizadas pelos trabalhadores dos Correios em sua história, a direção da ECT manteria a intransigência e se aproveitaria da reforma trabalhista, que acabou com a ultratividade (manutenção do acordo até que outro seja assinado).

Passaria a aplicar só o que está na CLT. Ou seja, daríamos adeus a vários direitos com o adicional de férias, o anuênio, o ticket peru e outros.

Com a greve e com o dissídio o tribunal marcou julgamento para 02 de outubro. Pesará na decisão a postura das Federações, de insistir nas negociações e seguir todos os trâmites legais, e o da ECT, de abandonar a negociação mediada pelo TST não acatar suas decisões, além de se negar a negociar.

Manter a mobilização em todas as bases é uma necessidade.

Só assim os trabalhadores e trabalhadoras ecetistas conseguirão manter os direitos e as conquistas. Em atendimento à solicitação da FINDECT, o
TST mandou a empresa não descontar dias, mas a decisão final sobre o pagamento sairá no julgamento.

A mobilização também é essencial para impedir a privatização e manter o Correio estatal, público e de qualidade e os empregos que ele gera, ou seja, os nossos empregos, que garantem o sustento das nossas famílias.

Nossa luta não terminou. Ela foi suspensa e pode voltar. Nesse caso, terá de ser ainda mais unificada, forte e decisiva!

Presidente da Findect – José Aparecido Gimenes Gandara

Fonte: FINDECT

 

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