DEPUTADOS ACEITAM TOMA-LÁ-DÁ-CÁ E APROVAM TEXTO BASE DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


PUBLICADO EM 12 DE JULHO DE 2019

O texto aprovado ataca o direito à aposentadoria do trabalhador e coloca dinheiro no cofre dos governos, das empresas e dos bancos! O MOMENTO É DE MOBILIZAÇÃO TOTAL

A diferença foi enorme: por 379 votos contra 131, Câmara dos Deputados aprovou o texto base da reforma da previdência. Foi só o primeiro turno, ainda faltam a apreciação de destaques de bancadas e o segundo turno na Câmara, além da tramitação em dois turnos no Senado. Mas a grande maioria alcançada indica que a abertura de cofres do governo funcionou, e se não houver uma resistência extraordinária, a reforma será aprovada.
Os deputados estão com pressa. Já votaram e rejeitaram os destaques apresentados individualmente. Vão analisar apenas os propostos por bancadas e as emendas aglutinativas, o que torna o rito mais rápido. A intensão do governo é ter a reforma aprovada até setembro.

Partidos que votaram a favor da reforma:

DEM, PSDB, PRB, PSL, PP, PL, PSD, MDB, Solidariedade, PTB, Podemos, Pros, PSC, Cidadania, Novo, Avante e Patriota.

Partidos que votaram contra a reforma:

PCdoB, PDT, PSB, PSol, PT e Rede (o Partido Verde liberou a bancada).

O que você perde de imediato com essa reforma:

●A proposta aprovada obriga a trabalhar até 62 anos (se mulher) e 65 anos de idade (homens) e ter 40 anos de contribuição para se aposentar com o valor integral a que tem direito.

●Se completar a idade mínima e tiver entre 20 e 39 anos de contribuição, poderá se aposentar, mas o desconto no benefício será enorme!

●Também vai ganhar menos de qualquer maneira, pois o cálculo da aposentadoria muda: hoje é feito sobre 80% dos maiores salários, com a reforma será sobre todos os salários recebidos, o que diminuirá o benefício em até 18%.

●A pensão por morte é praticamente extinta, pois além de reduzir o valor a 60% do benefício, não o concede se a pessoa que receberia a pensão tiver outra fonte de renda.

●O abono do PIS será pago só para quem ganha até R$ 1.364,43.

O povo paga a conta

A mentira preferida do governo, veiculada insistentemente pela grande imprensa, surtiu efeito. Muita gente está acreditando que, sem a reforma, o país quebra, e que ela combate privilégios.

Pesquisa Datafolha indicou isso, pois mostrou diminuição da rejeição à reforma. E isso foi o detalhe que faltava para os deputados aceitarem as ofertas financeiras do governo e começarem a aprovação do texto.

Mas uma análise mínima mostra que a reforma, em vez de combater privilégios, aumenta a igualdade num dos países mais desiguais do mundo, em que a distância de rendimentos entre rico e pobre é imensa.

Mobilização total

A resistência tem que ser intensificada. A aprovação em primeiro turno pelos deputados deixou claro que sem um esforço de mobilização a reforma será aprovada. A FINDECT e os Sindicatos filiados estão junto com as Centrais, participarão de todas as ações convocadas e convocarão a categoria a se integrar.

Todos na luta! É nosso futuro e de nossos filhos que está em jogo!

 

Fonte: FINDECT

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