CORREIOS MOSTRAM FORÇA EM AÇÃO HUMANITÁRIA EM PERNAMBUCO ENQUANTO GRANDE MÍDIA SILENCIA SOBRE PAPEL SOCIAL DA ESTATAL
Publicada dia 12/05/2026 11:42
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Em meio a uma sequência de ataques e notícias negativas contra os Correios, grande parte da mídia ignorou a atuação da empresa pública nas ações emergenciais em Pernambuco; operação reforça que nenhuma empresa privada possui a mesma estrutura logística do país e levanta um questionamento: se os Correios fossem privatizados, quem atenderia a população nos momentos de crise?

A atuação dos Correios nas ações emergenciais realizadas após as fortes chuvas que atingiram o Recife e cidades da Região Metropolitana de Pernambuco voltou a escancarar a importância estratégica da empresa pública para o Brasil. Em parceria com a Prefeitura do Recife, os Correios atuaram diretamente na movimentação, organização e distribuição de donativos destinados aos abrigos municipais, garantindo apoio às famílias atingidas pelos temporais e ajudando a manter o funcionamento da rede de assistência emergencial.
Mesmo diante da relevância da operação humanitária, a ação recebeu pouca visibilidade nos grandes veículos de comunicação do país. Enquanto setores da grande mídia insistem diariamente em divulgar apenas notícias negativas sobre os Correios, quase nada foi mostrado sobre o trabalho realizado pelos empregados da estatal no apoio à população pernambucana durante um dos momentos mais difíceis enfrentados pela região nos últimos dias.
A situação evidencia uma contradição evidente: quando se trata de atacar a empresa pública, os noticiários ganham espaço e repercussão nacional. Mas quando os Correios demonstram sua importância social, humanitária e estratégica para o país, grande parte da mídia opta pelo silêncio.
A operação em Pernambuco reforça uma realidade conhecida pelos trabalhadores ecetistas e pela população brasileira: nenhuma empresa privada possui a mesma capacidade logística, presença territorial e estrutura operacional dos Correios. A estatal está presente em todos os municípios do país, chegando às periferias, pequenas cidades, regiões isoladas e localidades onde o setor privado muitas vezes não possui interesse econômico em atuar.
Mais do que uma empresa de entregas, os Correios exercem uma função essencial para o funcionamento do Estado brasileiro. A empresa pública atua como braço logístico dos governos federal, estaduais e municipais em diversas ações sociais e políticas públicas, sendo responsável pelo transporte de vacinas, medicamentos, livros didáticos, provas do ENEM, programas sociais e operações emergenciais em situações de calamidade pública.
No Recife, a rapidez na mobilização da estrutura logística mostrou mais uma vez que os Correios seguem sendo indispensáveis para o país. Em momentos de tragédia, é a empresa pública e seus trabalhadores que chegam para garantir solidariedade, atendimento e assistência à população.
Para o vice-presidente da FINDECT e presidente do SINTECT-SP, Elias Diviza, a atuação dos Correios em Pernambuco comprova que a empresa pública possui um papel que nenhuma companhia privada conseguiria substituir.
“Os Correios cumprem uma função estratégica e social para o Brasil. Nenhuma empresa privada possui a presença nacional, a estrutura logística e o compromisso social que os Correios têm com a população brasileira. Quando acontecem tragédias, são os trabalhadores dos Correios que ajudam a garantir atendimento e apoio às famílias atingidas. Se os Correios fossem privatizados, quem atenderia a população nos momentos de crise?”, destacou Elias Diviza.
Os sindicatos filiados à FINDECT ressaltam que a atuação da estatal em Pernambuco também demonstra a dedicação dos trabalhadores ecetistas, que diariamente mantêm funcionando uma das maiores estruturas logísticas da América Latina, mesmo diante do sucateamento e dos constantes ataques contra a empresa pública.
Defender os Correios é defender soberania nacional, integração do território brasileiro e serviços públicos essenciais para milhões de pessoas. A operação humanitária realizada em Pernambuco mostrou mais uma vez que os Correios não pertencem ao mercado: pertencem ao povo brasileiro.
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Fonte: FINDECT