24 DE FEVEREIRO: QUANDO AS MULHERES MUDARAM A HISTÓRIA DO VOTO NO BRASIL
Publicada dia 24/02/2026 12:30
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A conquista do sufrágio feminino reafirma que direitos não são concessões, mas resultado de mobilização social, compromisso que a FINDECT e os sindicatos filiados renovam na defesa da igualdade e da democracia.
O 24 de fevereiro de 1932 representa um divisor de águas na trajetória democrática brasileira. Foi nessa data que o Código Eleitoral, instituído no governo de Getúlio Vargas, reconheceu oficialmente o direito das mulheres ao voto. O que hoje parece um princípio elementar da cidadania foi, à época, uma vitória construída com coragem, articulação política e enfrentamento às estruturas excludentes.
A inclusão das mulheres no processo eleitoral não ocorreu por iniciativa isolada do Estado. Foi fruto de anos de organização e pressão de movimentos femininos que reivindicavam igualdade de direitos civis e políticos. Entre as lideranças que simbolizam essa mobilização histórica está Bertha Lutz, cuja atuação foi decisiva para consolidar o sufrágio feminino no país.
O texto original de 1932 ainda previa limitações — como restrições relacionadas ao estado civil e à renda. Essas barreiras foram superadas com a Constituição de 1934, que ampliou o direito ao voto de forma mais abrangente. Ainda assim, a igualdade formal não significou, automaticamente, igualdade real na ocupação dos espaços de poder.
Décadas depois, as mulheres continuam sendo maioria do eleitorado brasileiro, mas permanecem sub-representadas nos parlamentos e nos executivos. A desigualdade salarial, a sobrecarga de trabalho e os índices alarmantes de violência de gênero revelam que a democracia precisa avançar para garantir participação efetiva e condições justas.
Para a FINDECT e os sindicatos filiados, o 24 de fevereiro é mais do que uma lembrança histórica: é um chamado à ação. No movimento sindical, a ampliação da presença feminina nas direções, nas negociações coletivas e nos espaços de decisão fortalece a luta da classe trabalhadora e amplia a capacidade de enfrentamento às desigualdades estruturais.
A história do voto feminino demonstra que cada avanço democrático nasce da organização coletiva. Celebrar essa data é reconhecer a trajetória das mulheres que abriram caminhos e reafirmar o compromisso permanente com mais direitos, mais representatividade e o combate a todas as formas de discriminação e violência.
A democracia se consolida quando é plural. E a luta das mulheres, ontem e hoje, segue sendo um dos pilares centrais da construção de um Brasil mais justo e igualitário.
Fonte: FINDECT