NOTA DE REPÚDIO DO SINTECT-MA: CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS E O DESCASO DO GOVERNO FEDERAL
Publicada dia 28/01/2026 14:59
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O SINTECT-MA manifesta seu profundo repúdio à postura da direção dos Correios e do Governo Federal diante do recente desfecho do dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST). É inaceitável que, após uma exaustiva campanha salarial, a empresa tenha recorrido ao Judiciário para suspender benefícios históricos, como o ticket extra e o adicional de férias, demonstrando uma face autoritária que fere o diálogo com a classe trabalhadora.
A categoria ecetista, que manteve a empresa de pé durante os momentos mais críticos do país, assiste agora a uma traição de expectativas por parte do governo Lula. O que se vê é a continuidade de uma política de austeridade que penaliza o trabalhador pelos prejuízos financeiros da estatal — estimados em bilhões para os próximos anos — em vez de combater a má gestão e o aparelhamento político que realmente drenam os recursos da instituição.
Repudiamos veementemente a recente liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da própria ECT, que suspendeu cláusulas fundamentais da sentença normativa do TST. Essa manobra jurídica, que atinge o plano de saúde e as gratificações de férias, é um ataque direto à dignidade de milhares de pais e mães de família que esperavam a valorização prometida durante o período eleitoral, mas que agora colhem retrocessos.
Outro ponto que causa repúdio à categoria ecetista é a contratação de Emmanoel Schmidt Rondon como presidente dos Correios, ocorrida em setembro de 2025, que vem sendo alvo de críticas por parte de representações sindicais e setores da sociedade civil.
Além das perdas no dissídio, denunciamos o desmonte silencioso dos Correios, evidenciado pelos planos de demissão voluntária (PDV) que preveem o corte de até 15 mil funcionários e o fechamento de centenas de agências até 2027. Sob a justificativa de “crise financeira”, o governo impõe uma sobrecarga desumana aos que permanecem, precarizando o serviço postal público e essencial para a soberania nacional e para o povo maranhense.
O SINTECT-MA reafirma que não aceitará passivamente que o custo da crise seja jogado nas costas do trabalhador. Exigimos o respeito imediato às decisões do TST e a suspensão de qualquer medida que vise o sucateamento dos nossos direitos. Seguimos em mobilização permanente, prontos para a resistência nas ruas e nos tribunais contra qualquer governo que coloque o lucro e o ajuste fiscal acima da vida e dos direitos de quem constrói esta nação.